Beatificação de JPII deve reunir um milhão de pessoas em Roma

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A cidade de Roma espera até um milhão de pessoas para os dias que antecedem o dia 1º de maio, data da beatificação de  João Paulo II. Na terça-feira, 12, no Capitólio, foi apresentada a estrutura e os serviços colocados à disposição pela prefeitura de Roma para a festividade.

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.: Editoria especial sobre beatificação de João Paulo II

A prefeitura de Roma garante uma acolhida atenta e cordial para que a figura de João Paulo II seja ainda mais valorizada como Bispo de Roma e como amigo de toda sociedade. 

O evento conta com a colaboração financeira da Obra Romana de Peregrinações e da prefeitura. O número de telefone 060608 para informações em diferentes idiomas, um site específico no portal da capital romana e outros 35 pontos de apoio foram distribuídos pela cidade para atender todos os visitantes.

“Justamente para emergir com força o valor humano e espiritual deste evento, é preciso se ater as questões materiais. Os voluntários serão os verdadeiros protagonistas desses dias, são cerca de 3500”, explica o prefeito de Roma Gianni Alemanno.

 

Para servir o evento foram colocados à disposição cerca de 200 entidades, sete pontos móveis, limpeza 24 horas e 150 veículos de transporte público a mais que funcionarão até nas madrugadas.

“A beatificação de João Paulo II é um grande evento espiritual: ele representa o testemunho moderno do Evangelho pelo modo que viveu sua humanidade. João Paulo II afirmou, escreveu e ensinou que não há outro caminho para ser plenamente homem se não com a fé em Cristo, morto e ressuscitado”, destaca o organizador do evento, Cardeal Agostino Vallini.

JPII foi um dom para a Igreja

 

Para o cardeal, João Paulo II testemunhou e levou uma grande mensagem para a humanidade, assim sua beatificação será realmente uma ocasião para agradecer a Deus pelo dom que ele foi para a Igreja e para o mundo. Mas esta também é uma ocasião para “meditar, refletir e vê-lo como modelo e vida”, destaca Dom Vallini.

 

O cardeal recordou também as três principais etapas religiosas previstas no programa: a vigília no sábado, dia 30 de abril, no Circo Máximo que estará conectada com santuários dos cinco continentes; a cerimônia de beatificação no domingo e depois a Santa Missa em Ação de Graças no dia seguinte.

Mas João Paulo II, recorda o organizador, “mais que um homem universal foi também um homem de Roma, foi o Bispo de Roma, amado e ligado à cidade de maneira profunda”. Este aspecto será a inspiração para o concerto que acontecerá no dia 2 de maio na Praça do  Capitólio, que contará com os pronunciamentos do rabino Toaff, do secretário pessoal de João Paulo II, Cardeal Dziwisz, e do porta-voz da Sala de Imprensa do Vaticano, Navarro-Valls.

Os peregrinos poderão conferir ainda duas exposições fotográficas que retratam a vida deste Papa: “Karol, o Papa dos povos”, na Praça da República e “Sob o Altar de Deus” (tradução livre), nos Museus Capitolinos. 

“Será uma grande festa, no qual dialogarão as diversas linguagens artísticas dentro das várias manifestações. O Papa não foi somente um artista: João Paulo II foi o primeiro Pontífice que se relacionou com as mídias, foi o primeiro Papa que aparecia na internet e o primeiro Papa que falou de uma parte a outra do mundo utilizando os meios de comunicação. Acredito que seja justo render a ele homenagens, tendo em vista aquilo que ele foi e fez”, destaca o secretário da cultura, Dino Gasperini.