Dia Mundial do Coração: conscientizar e prevenir

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Na realidade, todo dia é dia do coração. No entanto, celebrar uma data específica é importante para acender a luz da conscientização. Aliás, a expressão agora é um “grito” de ordem. Conscientizar significa educar, esclarecer, convencer, estimular e até mesmo cobrar. É preciso, diante de tantas conjugações verbais, prevenir. Em 29 de setembro comemora-se o Dia Mundial do coração. A ocasião serve de alerta geral à população sobre os perigos de doenças cardíacas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano, 17,1 milhões de pessoas morrem no mundo devido a doenças cardiovasculares. Medidas como se alimentar bem, praticar atividade física regular e evitar o tabaco, pode evitar a maioria dessas mortes.

Com o objetivo de destacar a importância de um ambiente de trabalho que estimula uma dieta saudável, atividade física e um ambiente livre de fumo, fatores primordiais para um coração saudável, a World Heart Federation promove uma, campanha educativa sob o tema “saúde no trabalho”.

Quem é o Inimigo?   


O sedentarismo é um grande vilão para o coração. Segundo a World Heart Federation, não praticar atividade física aumenta em um terço o risco de desenvolver hipertensão e em 50% o de ter diabetes. Apesar disso, de 65% a 85% da população mundial não têm atividade física suficiente para ajudar a manter o coração sadio. O resultado é que o estilo de vida sedentário já está entre as dez principais causas de morte. Segundo a OMS, em São Paulo, por exemplo, 70% da população é sedentária.

    

Os benefícios cardíacos gerados pela atividade física são infinitos. É o que afirma o cardiologista Helio Castello, diretor da Angiocardio, Centro de Diagnóstico Cardiovascular. “Do ponto de vista fisiológico, o coração se torna mais eficiente e econômico. Para a saúde, uma pessoa fisicamente ativa tem menor chance de desenvolver hipertensão arterial, colesterol e menor possibilidade de ter um infarto do miocárdio ou um derrame cerebral. Além disso, mesmo as pessoas que já possuem algum problema cardiovascular podem se exercitar para tratar e controlar a doença. Mas, nesse caso, é importante consultar um médico”, alerta.

Mulheres Afetadas


Segundo a última medição do Datasus (banco de dados do Ministério da Saúde), as doenças cardiovasculares levaram ao óbito 119.295 mulheres em 2008, o que representa 26,3% das mortes naquele ano. A cada quatro mulheres que morrem por alguma doença no país, uma delas é vítima de um problema no coração.

Especialistas afirmam que a entrada no mercado de trabalho deixou o perfil feminino similar ao masculino, no tocante à saúde do coração, mas com uma ressalva: a doença, ainda por motivos desconhecidos, costuma ser mais agressiva nas mulheres.

Sônia Barbosa teve, em 2006, um início de infarto. Sedentária, acima do peso (118 Kg), hipertensa e com níveis altíssimos de triglicérides e colesterol, Sônia quase foi submetida a uma cirurgia para colocar um marca-passo.  “Fazia 20 anos que não frequentava uma academia. Era minha única escolha, além do bisturi. Já no segundo mês de malhação, os médicos suspenderam o uso de medicamentos e meu triglicérides e colesterol  estavam em perfeitas condições”, afirma a mineira.

Com informações da NB Comunicação


Fonte: Agência da Boa Notícia