Livro de Bento XVI sobre Jesus Cristo sai na semana que vem no Vaticano

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Santa Sé adiante uma parte do seu conteúdo


“Jesus de Nazaré: de Nazaré a Jerusalém”: neste segundo volume de seu livro sobre Jesus, Bento XVI apresenta a morte de Cristo como “reconciliação” (expiação) e cura, e evoca a natureza e o “significado histórico” da ressurreição.


O livro será apresentado no Vaticano em 10 de março, pelo cardeal Marc Ouellet, mas hoje já deram a conhecer alguns extratos e o índice de conteúdos.


Depois do primeiro volume – “Jesus de Nazaré: do batismo no Jordão à transfiguração” -, o segundo propõe “uma reflexão pessoal” sobre a missão, a paixão e a ressurreição de Cristo.


Ele aborda questões fundamentais, como o mal no mundo e a discrição de Deus.


O Papa trata de questões exegéticas, como a data da Última Ceia, pois os relatos dos evangelhos sinóticos – Marcos, Mateus e Lucas – e de João apresentam os acontecimentos de forma diferente.


Esclarece-se, por exemplo, o “mistério do traidor” no capítulo sobre o apóstolo Judas Iscariotes. O lava-pés, diz o Papa, apresenta duas formas diferentes de reações humanas diante do dom de Deus: a de Pedro e a de Judas.


O capítulo 1 é dedicado à entrada de Jesus e à purificação do Templo; o 2, ao discurso escatológico (fim dos tempos, tempo das nações, profecia e apocalíptica no discurso escatológico).


O capítulo 3 é consagrado ao lava-pés (A hora de Jesus, “Vós estais puros”, sacramento e exemplo, Dom e dever, o mandamento novo, o mistério do traidor, duas conversas com Pedro, o lava-pés e a confissão do pecado).


O capítulo 4 é dedicado à oração sacerdotal de Jesus (a festa judaica da Expiação como pano de fundo, fundamento bíblico da oração do sumo sacerdote, outros grandes temas da oração: a vida eterna, santifica-os na verdade, eu lhes dei a conhecer o teu nome, que todos sejam um).


O capítulo 5 trata da Última Ceia: datação, instituição da Eucaristia, teologia das palavras da instituição, da Última Ceia à Eucaristia, a manhã do domingo.


O capítulo 6 fala da agonia no Getsêmani: rumo ao Monte das Oliveiras, oração de Jesus, vontade de Jesus e vontade do Pai, oração no Getsêmani e Carta aos Hebreus.


O capítulo 7 é dedicado ao processo de Jesus: discussão no Sinédrio, Jesus perante o Sinédrio, Jesus diante de Pilatos.


O capítulo 8 trata da crucificação e sepultamento: Jesus na cruz (Pai, perdoa-lhes, Jesus zombado, grito de abandono, a túnica, tenho sede, as mulheres, a Mãe de Jesus, a morte de Jesus, a sepultura), a morte de Jesus como reconciliação (expiação) e cura.


O capítulo 9, o último, evoca a Ressurreição de Jesus: o que significa a ressurreição de Jesus? Dois tipos diferentes de testemunhos sobre a ressurreição (Morte de Jesus, o túmulo vazio, o terceiro dia, testemunhas/aparições de Jesus a Paulo, aparições de Jesus nos evangelhos); a natureza da ressurreição e significado histórico.


No epílogo, o Papa aborda os outros artigos do Credo: subiu aos céus, está sentado à direita do Pai, há de vir em glória.