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Notícias

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Testemunho: “Tudo com Jesus. Nada sem Maria”

 
* Por Ianna Ribeiro

Meu nome é Ianna, tenho 22 anos. Faço parte do EJC da Paróquia da Glória e do Grupo Missão. Sempre tive uma forte ligação com Maria, por mais que nem mesmo eu soubesse. Desde pequena, admirava aquela mulher, muito mais por que ao olhar para sua imagem ela me transmitia paz, do que por conhecer sua história.

Em Fevereiro de 2006, aos 14 anos, comecei a sentir fortes dores na perna direita. A dor era tão forte, que eu passava noites em claro na companhia de meus pais pois era impossível dormir. Quase um mês depois, resolvemos ir ao médico, achando até então que aquilo era algum problema muscular. Ao chegar, o médico solicitou um Raio X. Tenho dois irmãos, Isabela e Gabriel, de 13 e 12 anos. Na época eles eram bem menores e estavam gripados, por isso painho havia ficado no carro cuidando deles enquanto fui fazer os exames com mainha. Ao receber o resultado, nosso chão caiu. O médico afirmou que eu estava com um tumor ósseo dentro do fêmur, conhecido como osteossarcoma. Ele nos encaminhou imediatamente a um oncologista e insistiu que deveríamos correr contra o tempo para fazer os exames necessários e iniciar a quimioterapia.

A notícia abalou a nossa família, mas nós nunca perdemos a fé. Abandonei a escola, pois não havia condições de conciliar o tratamento devido a fraqueza no meu osso e a baixa imunidade. Em Março eu fiz uma pequena cirurgia para colocar o catéter por onde eu receberia toda medicação e no final do mês eu já estava começando a minha primeira sessão de quimioterapia. Após a segunda sessão eu já estava quase que completamente carequinha. O apoio da minha família e dos meus amigos foi algo tão lindo que me motivava a lutar. O amor de Deus por mim que a todo momento eu podia sentir através dessas pessoas foi essencial.

Meu tratamento segundo o oncologista seria: 4 sessões de quimioterapia, a cirurgia definitiva para colocar uma prótese de fêmur e joelho e, por fim, mais 4 sessões de quimioterapia. Após a terceira sessão, no dia das mães, fomos almoçar na minha avó. Antes, minha mãe resolveu passar no shopping para comprar uma lembrancinha para minhas duas avós. Ela desceu com minha irmã e eu fiquei no carro com meu pai e meu irmão. Depois de algum tempo, resolvemos descer e ir atrás delas. Eu estava de muletas e não podia realizar movimentos bruscos na perna pois o risco de fratura era grande. Já na volta para o carro, meu irmão soltou da mão de mainha e correu. Eu sempre fui muito preocupada com meus irmãos e sem pensar, larguei as muletas e fui atrás dele. Nesse momento minha mãe pediu que eu parasse e eu não a escutei. Quando já estava alcançando meu irmão, senti uma dor tão forte que caí no chão. Meu fêmur estava fraturado em duas partes. Fui encaminhada às pressas para o Hospital do Câncer para fazer uma cirurgia de emergência. Passei a madrugada de Domingo para Segunda hospitalizada aguardando para realizar a cirurgia no dia seguinte. Na Segunda- feira, fui operada. O médico colocou uma placa unindo meu osso e desde então, fiquei sem andar.

Após um período de recuperação, fiz mais uma sessão de quimioterapia. Semanas depois, comecei a sentir muita febre. A febre não passava, eu me sentia mal, estava sem comer e sentia grande fraqueza. Precisei ser hospitalizada pois minha imunidade estava muito baixa. No período em que estive hospitalizada, minha mãe foi a uma missa de ação de graças pela cura de uma moça chama Lílian. Ela havia se curado de um linfoma. Ao final da missa, a Lílian apresentou minha mãe a um anjo de luz que durante todo o período de minha doença foi uma grande intercessora junto a Deus e a Nossa Senhora. Naquela noite, elas fizeram uma bela oração e esse anjo de luz visualizou Nossa Senhora derramando uma chuva de rosas sobre o meu leito. Ela disse “Nesse momento Maria está derramando uma chuva de bênçãos e graças sobre a sua filha”. Enquanto isso, eu estava no hospital com meu pai e alguém bateu a porta. Era a mãe do Lucas, meu vizinho de quarto. Ela trazia para mim uma linda imagem de Nossa Senhora com um bilhetinho amarrado a um terço! O bilhete dizia: “Filha querida, nesse momento estou derramando uma chuva de bençãos e graças sobre você.” Ao chegar da missa, mainha se deparou com a Nossa Senhora em minha cabeceira. Ela disse: “Ianna, quem te deu essa imagem?” E eu muito empolgada contei a ela o que tinha acontecido dizendo “Mainha, olha o bilhete como é lindo!”. Ao ler o bilhete, minha mãe começou a chorar e me contou o que tinha acontecido durante o momento de oração. Tudo era confirmação. Fomos dormir felizes e gratas a Deus por nos dar a todo momento a certeza da minha cura.

Cerca de três dias depois, passei a madrugada em claro sentindo muita falta de ar. Pela manhã precisei ser encaminhada para a U.T.I. A caminho da U.T.I, eu fraquejei na fé e perguntei “Mainha, nossa senhora não disse que estava derramando uma chuva de bençãos e graças sobre mim?” Chorei muito e tive medo. Mas minha mãe naquele momento, foi minha Maria e só me pediu que eu confiasse. Já na UTI, os médicos descobriram que eu estava com fungos no catéter, vírus e bactérias pelo corpo. Além disso eu tinha pneumonia e derrame na pleura. Precisei fazer uma cirurgia de emergência para retirar meu catéter e colocar um dreno no pulmão.

A última coisa que lembro enquanto antes de fazer essa cirurgia, foi a minha conversa com os médicos enquanto eles me explicavam o que precisaria ser feito na cirurgia. Eu sentia muita sede, mas não podia beber água e sentia também muita falta de ar. Na volta da cirurgia, ocorreram complicações e eu precisei ser entubada às pressas. Nas semanas seguintes, Deus concretizou o milagre dele na minha vida através de Nossa Senhora. Passei 2 semanas em coma induzido. A corrente de oração foi muito forte. Família, amigos, pessoas que eu nem mesmo conhecia estavam em constante oração. Durante a segunda semana, na Sexta- feira, os médicos chamaram meus pais e mostraram o exame do meu pulmão, totalmente tomado pelo derrame e pela pneumonia. Eles disseram: “Infelizmente a Ianna é o caso mais grave da UTI. Vocês tem fé? Tem alguma religião? Então podem ir pra casa rezar. O caso dela agora é com Deus. Tudo que foi possível fazer na medicina, já foi feito.” Foi com muita dor que meus pais escutaram isso. Com dor, mas sem perder a fé, eles permaneceram em oração, confiantes na minha recuperação. 

Ao fazer a minha primeira cirurgia, eu havia ficado com uma cicatriz muito escura na perna. No Sábado pela manhã, o anjo de luz que estava sempre em oração por mim ligou para minha mãe. Ela nem mesmo me conhecia pessoalmente e disse: “Nenete, a Ianna tem uma lista preta na perna? Eu estava em oração por ela e visualizei Nossa Senhora retirando uma listra preta da perna dela junto com algo, não consegui ver o que. Eu posso ir aí com a capela da Mãe Rainha que visita os doentes?” Minha mãe imediatamente começou a chorar. Esse anjo foi no Sábado à tarde ao hospital e levou a capela da mãe rainha. No horário de visita, minha mãe entrou com a capela em meu leito e fez uma oração forte por mim enquanto meu anjo rezava por mim lá fora. No dia seguinte, domingo, durante o boletim das 11 horas o médico veio muito assustado falar com meus pais e disse: “Eu não sei explicar o que houve, mas esse é o exame da Ianna. Ela começou a responder ao tratamento.” Foi com muita emoção que meus pais escutaram isso do médico e com muita gratidão a Deus.

Na terça- feira pela madrugada, eu puxei o tubo que me ajudava a respirar. Eu não! Nossa Senhora puxou segurando as minhas mãos. Quase 8 anos depois eu tive a confirmação através do testemundo de meu anjo
que disse ter sido acordada durante a madrugada por Nossa Senhora enquanto ela dizia “Puxe minha filha, puxe!” E no íntimo do coração dela enquanto rezava ela pensava: “Puxar o que minha mãe?” E Maria dizia: “Você não precisa entender.” Depois disso, tive um sonho lindo com Maria em que duas enfermeiras me levavam a um jardim e lá eu podia enxergar Nossa Senhora subindo e descendo os céus. Parecia tão real que eu acordei perguntando as enfermeiras se elas haviam me tirado do meu leito. Elas riram e disseram “Você está no isolamento! Não pode sair daqui!”

O momento de reencontro com meus pais foi emocionante, afinal eu estava há duas semanas sem vê-los. Daí em diante, as semanas foram de alegria. Fui liberada para voltar ao meu quarto e um dos momentos de maior emoção foi quando saí da UTI! Os médicos e as enfermeiras, meus pais, minhas tias, eu... todos nós chorando de alegria. Um lindo corredor foi formado pelos médicos e pelas enfermeiras, uma sensação de gratidão misturada com alegria em ver novamente minha família, em falar novamente com meus amigos, em poder estar ali, VIVA!

Ao sair da UTI, descobri que a minha avó por parte de pai também estava na UTI em outro hospital. Foi um período difícil para o meu pai, e por isso admiro tanto a força dele, que eu sei que veio de Deus. Ter uma mãe e uma filha em caso grave e saber lidar com isso não deve ser fácil. Infelizmente a minha vó veio a falecer nesse período. Foi um ano de provações, de dor, mas que Deus esteve presente a todo momento.

Depois de tudo, fiz mais uma sessão de quimioterapia. Recuperei minha imunidade e fiz minha cirurgia. Fiquei no quarto 113 e senti uma paz imensa a todo momento. A cirurgia que deveria durar 8 horas e meia durou apenas 4 horas. Foi abençoada do começo ao fim. Após a cirurgia, terminei as sessões de quimio. Já no ano de 2007, em fevereiro, bem próximo ao meu aniversário, recebi uma ligação. Era meu oncologista! Ele disse “Ianna, eu estava olhando seu protocolo e tenho uma boa notícia pra você! Você está liberada da quimioterapia! Acabou!” Aquilo pra mim foi uma das melhores coisas que eu já tive a oportunidade de escutar na vida. Saber que Deus me deu uma nova chance. Que Deus me deu mais tempo para aproveitar a minha família, os meus amigos. Para conhecer novas pessoas, para viver os sonhos dele pra mim! Naquela noite eu dormi pouco de tanta alegria. Às 5 da manhã eu já estava de pé, olhando para o céu da minha janela sem acreditar que eu tinha passado por tudo aquilo e que estava ali pela graça de Deus, VIVA!

Hoje, quase 8 anos depois de tudo, só posso agradecer a Ele por tudo que me permitiu viver até aqui. Pelas pessoas que estiveram comigo a todo momento, principalmente mainha, painho , vovó Ia e meus irmãos. Até hoje me surpreendo pelas confirmações que Deus me dá, pelas alegrias quem vem dele, pelo imenso amor dele por mim. Sei que a minha missão neste mundo é anunciar o imenso amor de Deus por cada um de nós e mais do que isso, dizer que nós temos uma mãe e ela se chama Maria. E mesmo que você não perceba, ela está intercedendo a todo momento por você. Tudo com Jesus. Nada sem Maria.
 
Fonte: Jornal O Mensageiro da Glória - edição março/abril de 2014
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