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Notícias

sábado, 13 de junho de 2015

Testemunho: “Se minha fé não fosse do tamanho de um grão de mostarda, eu nada seria”

 
* Testemunho de Sanny e Assis, da Paróquia de Santa Luzia



Eu, Sanny, e meu esposo, Assis, somos da Paróquia de Santa Luiza e participamos da Terceira Etapa do Encontro de Casais com Cristo (ECC). Somos o casal montagem, que visita outras paróquias dando nosso testemunho de vida. Aqui, na Igreja da Glória, já viemos em alguns eventos, participar como palestrantes.

O meu sonho era ser mãe, mas eu não podia. Eu tinha um problema genético e isso impossibilitava que eu engravidasse. O médico dizia que era mais fácil uma mulher “ligada” (que fez laqueadura de trompas) engravidar do que eu. Mas eu não me deixei abater e comecei a procurar a ter mais intimidade com Nossa Senhora e pedi para ela ter misericórdia de mim. Eu dizia: “quem está aqui é uma filha, que está querendo muito um filho!” Meu sonho era ter três filhos, mas, diante da situação, eu pedia pelo menos um. Orava muito, dia e noite, mas quando eu ia fazer o exame, sempre o resultado dava negativo.

Já estava há um ano tentando, quando o Assis sofreu um acidente de carro na cidade de Fortim. Ele se internou e eu precisei acompanhá-lo. No hospital, comecei a sentir enjoos. Minha menstruação vinha normal, por isso não imaginei que pudesse estar grávida. O médico, então, pediu um ultrassom abdominal e já viu que eu estava com 12 semanas. Era um menino!
 
No entanto, quando fizemos o exame de translucência nucal, este diagnosticou que o bebê tinha três más formações: não tinha válvula do esôfago, tinha intestino de adulto e não tinha o ventrículo esquerdo. O médico me disse que eu ia ter que fazer outro exame, chamado amniocentese, para ver o grau da má formação e isso abriria a possibilidade de eu fazer um aborto. Mas eu falei para ele que nem faria esse exame, porque ia levar a gravidez adiante. Aí, mais uma vez, me prostrei diante de Nossa Senhora. Lembrei que quando eu pedia para ela um filho, eu não pedia um filho perfeito, então eu aceitei esse desígnio para mim.

Minha gravidez foi de risco, tive diabetes gestacional, hipertensão, e o Mateus nasceu duas semanas antes de completar o oitavo mês. Foi um bebê trabalhoso, precisou ficar na UTI, tomar remédio para amadurecer os pulmões. Quando o levamos para casa, foi aí que começou a nossa luta. Ele mamava e jogava o leite fora, por causa do refluxo; teve arritmia, pressão alta. Mas eu já o tinha consagrado a Nossa Senhora das Graças. Assis teve que sair do emprego, eu tive depressão pós-parto... Ele era um bebê irritado, vivia indo para o hospital, sentia falta de ar, não dormia bem...

Mas eu já sentia que o Mateus veio com uma missão grande. Quando ele ia fazer três anos, eu descobri um câncer de mama. Eu tinha que me operar em 20 dias, mas antes tive que me recuperar de uma forte anemia. Assim com na época de Mateus, pedi a Deus e a Nossa Senhora para terem misericórdia de mim. Antes eu só pensava no meu plano... Era ter três filhos. Até o nome de cada um eu havia escolhido. Mas o Senhor tem um plano na vida para cada um de nós. Vi na bíblia que Mateus significa presente de Deus e ele é um verdadeiro presente de Deus, pois, por ele, eu tive forças para lutar.

No dia da minha cirurgia eu levei comigo uma bíblia. O cirurgião era evangélico e ficou admirado em saber que eu era católica e andava com a bíblia. Eu pedi para não entrar sedada, pois queria fazer uma oração antes. Foi aí que entreguei minha cirurgia nas mãos do Senhor, disse que Jesus e Nossa Senhora das Graças iam me operar. Durante a cirurgia, eu via o manto de Nossa Senhora se refletindo nas luzes. Foi uma cirurgia muito difícil, pois os tumores (um em cada mama) não estavam do tamanho de um limão, como mostravam os exames, mas de uma laranja. Para retirá-los, foi necessário dilacerar minha mama.

Os exames também mostravam que o câncer estava se espalhando. Mas durante a cirurgia a equipe médica viu que os tumores não tinha se enraizado e foi o Senhor quem fez isso. Mandaram-nos para a biopsia, para saber o que seria feito depois, radio ou quimioterapia. Eu dizia que não aceitaria o tratamento, que não ia querer perder meus cabelos... E me entreguei nas mãos do Senhor, pois sabia que Ele tinha me operado. Perdi totalmente a sensibilidade das mamas e tive depressão até me aceitar, mas meu marido sempre me dizia que eu era a mulher mais linda do mundo. Mateus perguntava: “mamãe dói?” E eu dizia: “Dói filho, mas vai passar”. Por ele eu dei a volta por cima, saí da depressão, me aceitei.

Não precisei fazer radioterapia. O médico me confessou que no momento mais difícil da cirurgia escutou uma voz de mulher dizendo a ele como ele deveria retirar os tumores. Mas não havia mulher alguma na sala; eram quatro homens. Mas ele sentiu que teve a presença de Nossa Senhora e me disse: “Sanny, você é pessoa de muita fé. Nossa Senhora esteve aqui, eu sei que ela estava intercedendo por nós”. Deus fez um milagre muito grande. Pedi com fé, disse que eu queria servir e não ser servida. Quando me recuperei, passei a trabalhar, ainda mais, para Deus. Eu e meu esposo fizemos cursos bíblicos, cursamos Teologia no Seminário da Prainha, nos engajamos nos trabalhos pastorais...

Em janeiro de 2008, minha mãe teve câncer de bexiga e, em poucos dias, faleceu. Fiquei muito triste, minha imunidade baixou. Imagine a pessoa que representa seu tudo ir embora? Eu fiquei debilitada. No dia 8 de maio daquele ano, tive infecção urinária, passei uma semana no hospital e descobri que estava com cálculo renal. Era 13 de maio, dia de Nossa Senhora. Mais uma vez me prostei diante dela. Às 17h42, as pedras caíram.

Depois disso, minha barriga começou a crescer e descobri oito tumores no fígado, sigmoide comprometido, início de câncer. Não podia mais servir como antes... Assis ia para a igreja e eu dizia: “Você tem que servir por mim e por você”.

A cirurgia foi marcada para uma terça. Fiquei muito mal e não podia participar das atividades na Igreja e ia acontecer um encontro. Assis me deu força para ir. “A gente vai lá, você não desce para a liturgia...”, ele disse. Todos que estavam lá pediram oraram muito por mim, diante do Santíssimo. Eu sentia duas mãos sobre mim, uma de cada lado, uma de Jesus e outra de Nossa Senhora. Eu senti, ali, minha cura.

A palestra que estava acontecendo tinha como tema o “Sentido da vida”. O palestrante não sabia da minha história, mas ele falou: “Seja qual for o seu problema, sua cura é do tamanho da sua fé. Tem uma mulher aqui que está com câncer de fígado e de intestino. Tenha fé, você vai ser curada”. Eu abria os olhos e via luzes e o manto de Nossa Senhora. Eu sabia que estavam me curando. Com um tempo, um rapaz abriu a porta do local onde eu estava e disse: “Mandaram isso para a Sanny”. Era um livro e uma cruz. Até hoje não conseguimos descobrir quem era esse rapaz. A pessoa que pediu para ele me entregar o livro não sabia onde eu estava.

Coloquei a cruz sobre a barriga e algo dentro de mim começou a subir e descer. Passei mal, a pressão subiu, o padre começou a rezar Ave Maria... Eu sentia muitas dores e um calor queimando tudo, estava vermelha. Eu não estava entendendo, era tudo queimando de dentro para fora e o padre continuou rezando a Ave Maria. Foi aí que minha barriga murchou e eu fiquei normal. Fui ao Santíssimo e escutei uma voz: “Sua cura já foi feita” e ali eu disse: “Não vou mais operar”.
No dia seguinte falei ao médico que queria fazer novamente a colonoscopia. A cirurgia estava marcada para dois dias depois e ele não entendeu o por quê. Fiz todos os exames e não deram nada. Estava tudo cicatrizado e os tumores sumiram. O Senhor e Nossa Senhora operaram de uma forma tal para não deixar nada nenhuma dúvida, nem para os médicos. Como isso se explica? Não se explica, é o poder do alto. Deus foi tão misericordioso que hoje eu só vou para casa, praticamente, para dormir. A gente vive viajando, sempre servindo ao Senhor, seja sábado ou domingo.

Todo dia agradeço a Deus. Eu não podia ser mãe e hoje ele, meu filho, também, está aqui, servindo ao Senhor. Mateus é exemplo. Entrou na Pastoral das Crianças, foi coroinha. Hoje tem 17 anos e estuda em um colégio profissionalizante. 

Minha vida é tão ligada a Nossa Senhora que tudo que o aconteceu comigo foi no mês de maio. Toda manhã, antes de nós sairmos de casa, eu, meu marido e meu filho rezamos um terço pedindo a Nossa Senhora que nos proteja e que coloque em nós uma couraça, evitando que nenhum homem mal toque em nós. E foi exatamente isso que ela fez no dia 4 de maio deste ano (2015). Dois bandidos pegaram nosso filho Mateus e tentaram matá-lo. Eles o roubaram e disseram que iriam matá-lo porque ele tinha olhado muito para o rosto deles. Tentaram enfiar a faca no pescoço do Mateus, mas Nossa Senhora não permitiu que ela o perfurasse. Então eles deram murro nele e tentaram asfixiá-lo. Meu filho pensou: “eu vou morrer, minha Nossa Senhora. Eu sou consagrado a ti, só tu podes me salvar”. Foi aí que uma senhora, que morava perto do local onde aquilo estava acontecendo, abriu a porta de casa e os bandidos fugiram. Ela contou que, do nada, sentiu um impulso de ir para fora de casa; foi quando se deparou com a situação.

Minhas graças continuaram. Há duas semanas (o testemunho de Sanny ao jornal O Mensageiro da Glória aconteceu em 02 de junho de 2015), combinei de tomar café da manhã com amigas na Aldeota. Meu marido me deixou no local. Quando o encontro acabou, resolvi ir a pé até o meu trabalho, que não ficava distante de onde eu estava. Eu vinha caminhando e rezando, pedindo proteção, quando, de repente, uma moça pulou do 20º andar de um prédio por onde eu ia passando e caiu bem atrás de mim. O sapato dela bateu nas minhas costas. Quando me dei conta do que tinha acontecido, entrei em pânico, chorei muito. Um vigilante que estava próximo tentou me acalmar. Até agora não consigo dormir direito, lembrando daquela cena. Fico imaginando que, se ela tivesse caído em cima de mim, eu teria morrido. Minha Nossa Senhora me protegeu mais uma vez. Minha vida está nas mãos de Deus e de Nossa Senhora.

Para finalizar, mais uma graça ofertada ao meu filho. Mateus sempre estudou em colégio particular, mas tinha o sonho de entrar em um colégio profissionalizante. Ele fez a prova. Eram 16 vagas, só que ele ficou no 25º lugar dos classificáveis. A diretora da escola me disse que era melhor eu matriculá-lo em colégio particular porque era impossível ele conseguir entrar. Nessa hora, eu vi, na sala dela, as imagens de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora de Fátima, minhas duas advogadas. Olhei para a diretora e disse: “eu vou voltar, porque meu filho vai estudar aqui”. O Mateus é meio ansioso, não quis esperar e eu acabei matriculando-o em outra escola. Mas eu disse que a vaga era dele. Com três dias, recebi uma ligação da escola profissionalizante, na hora do almoço – mesmo horário que eu tiro o terço todos os dias – pedindo para eu comparecer lá. No dia anterior eu tinha sonhado com Nossa Senhora dizendo que a vaga era dele.

Quando eu cheguei na escola, me falaram que as 24 crianças continuavam na lista de espera, que tinha algo errado. Pedi para falar com a pessoa que tinha me ligado. Quando ela olhou lá na ficha tinha, junto ao nome do Mateus: “vaga reservada pelo Secretário de Educação”. Sendo que a gente nem conhece o Secretário. Mateus termina em dezembro deste ano o curso de técnico de Segurança do Trabalho.

O milagre continuou a acontecer. Em abril deste ano (2015), ele participou de uma seleção para estágio (uma vaga para quatro concorrentes). Fiquei de frente a Nossa Senhora dos Remédios e falei: “eis-me aqui para fazer a tua vontade. Essa vaga tem que ser para o meu filho. Estou eu pedindo para a Senhora. Tenho que falar de ti aos quatro cantos do mundo”. Eu vi o Mateus subindo a escada da empresa. Quando eu contei a ele, ele disse: “mãe, Deus te ouça”. Eu falei: “Mateus, pode acreditar”. Quando ele foi para a entrevista, eu disse: “filho, vá com fé, você é consagrado a Nossa Senhora”. O resultado da entrevista era decisivo para escolher quem ia ficar com a vaga. Naquele momento, Mateus estava tranquilo. Ele disse que as respostas fluíram da mente dele. O resultado saiu e ele foi escolhido. O estágio começa no dia 13 de julho, Dia de Nossa Senhora – mais um sinal para dizer que estou sob a intercessão dela.

Deus e Nossa Senhora fazem o milagre por completo. O Senhor abriu o mar vermelho, quando não havia mais saída para o povo. Isso é para quem tem fé. A humanidade está sedenta do amor de Deus. Vivemos em uma sociedade que só pensa no ter, no consumo; as pessoas querem dar o melhor para os seus filhos, mas não os educam na fé, nos valores de Deus. Eu podia ter todo o dinheiro do mundo, mas se minha fé não fosse do tamanho de um grão de mostarda, eu nada seria.
 
Fonte: O Mensageiro da Glória - edição maio-junho de 2015
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