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Notícias

domingo, 26 de abril de 2015

Testemunho: A redescoberta de Cristo através do Batismo

 

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Wesley Figueiredo*

Olá, me chamo Wesley Figueiredo, tenho 33 anos de idade, sou bancário, casado (no civil) há 15 anos com Iara Figueiredo, com quem tenho duas lindas filhas, uma de 8, Ylana, e outra de 15, Yasmin.

Meus pais não seguiam a mesma fé quando vim ao mundo. O fato de minha mãe ser oriunda do catolicismo e meu pai adepto às igrejas evangélicas fez com que eles enfrentassem divergências de opinião sobre em qual igreja ou religião eu receberia meu primeiro sacramento, o batismo. Em meio a essa indecisão e inconsciente do que me acontecia, saí da infância à fase adulta sem ter iniciado oficialmente minha vida cristã.

Eu tinha apenas dois anos de idade quando meus pais resolveram que não queriam mais conviver juntos, e se separaram. Da minha infância lembro-me do meu pai apenas pelas raras visitas que ele me fazia e por meio de um trecho de uma música do Paulo Sérgio que ele sempre cantava ao telefone pra mim: “Meu filho, Deus que lhe proteja, e onde quer que esteja eu rezo por você”... E eu me maravilhava com isso, com tão pouco. Desde então, fui criado apenas pela minha mãe, que se esforçou ao máximo para suprir a lacuna deixada pelo meu “herói”. Lembro-me de acompanhá-la nas missas em raros domingos.

Logo veio a adolescência e quando ainda estava no colégio, aos 12 anos de idade, cursando a 6ª série, conheci minha atual esposa. Com singelas e contidas trocas de olhares, Deus já rascunhava no seu caderninho nossa longa e linda história. Foi minha primeira namorada, nos descobrimos juntos. Foi quando, em 1999, aos 17 anos, descobrimos que íamos ser pais. Yasmin havia sido gerada em seu ventre, fruto do amor verdadeiro, puro e sincero. Passamos a morar juntos, ainda na casa da mãe dela (hoje, uma segunda mãe que ganhei de presente) pelo fato de ter que ajudá-la com a criancinha que acabara de nascer e também para nos unirmos mais ainda – afinal, esse era nosso desejo. Pouco tempo depois veio o nosso casamento civil, quando manifestamos, perante o juiz, a nossa vontade de estabelecer vínculo conjugal. Em 2006, nossa segunda filha, Ylana, veio ao mundo.

Lembro-me de raríssimas vezes que eu tocava no assunto do casamento religioso com minha esposa. Assim como a maioria das mulheres, esse também era um sonho dela, que algum dia seria realizado, só não sabíamos quando. Foi então que chegou 2015 e com ele veio o desejo, inicialmente no coração dela, de recebermos o sacramento do matrimônio perante a Igreja e a comunidade. Nossa intenção era de vivenciarmos esse momento na Paróquia Nossa Senhora da Glória, Igreja que passamos a conhecer melhor quando viemos morar bem próximo a ela. Costumeiramente vínhamos às celebrações eucarísticas aos domingos e fomos descobrindo a Deus e a Paróquia gradativamente. Aqui nos sentimos sempre bem acolhidos. Devagarzinho fui conhecendo alguns membros que, de conhecidos, logo viraram amigos, onde encontrei ouvidos prontos pra escutar, ombros prontos para amparar, mãos prontas para levantar e corações prontos para acolher.
Minha esposa, à frente da organização do nosso casamento, marcou audiência com o Padre Chico e finalmente foi marcada a data da celebração, dia 11 de julho de 2015. A partir dessa audiência, tomamos ciência de várias situações que teríamos que providenciar e uma delas era a certidão de batistério do casal. Cadê o meu? Iniciamos a peregrinação junto à Pastoral do Batismo e fomos informados da existência do Catecumenato. Nome estranho, a princípio, mas que eu tinha que recorrer, pois iria resolver uma das pendências que, sem ela, inviabilizaria a cerimônia de casamento, que era o meu batismo.

O Catecumenato é uma experiência de fé, em grupo, em que o participante, inspirado nos moldes da Igreja primitiva, propõe-se a buscar um conhecimento mais profundo da pessoa de Jesus Cristo, da sua mensagem e da sua Igreja. Foi uma experiência elaborada durante os 150 primeiros anos, após a morte dos apóstolos e desapareceu depois do quinto século. Era uma experiência de fé pela qual passavam os primeiros cristãos, como um período de iniciação. Não oferecia propriamente um curso porque não se destinava apenas a transmitir conceitos e informações. Tinha uma dimensão espiritual. Também se cantava e se orava. Era uma experiência normalmente feita em grupos. Enquanto as pessoas conheciam Cristo, espontaneamente punham suas vidas em comum, se conheciam também. E a fé se tornava o lastro mais firme da amizade que nascia entre eles. O entusiasmo desta descoberta o levava a falar dela a parentes, amigos, a todas as pessoas de sua convivência. Foi assim que a fé cristã caminhou nos três primeiros séculos, de boca em boca, de ouvido em ouvido, num tempo em que não havia imprensa, rádio, tv, nem cristãos podiam pregar sua fé em praça pública. Esse contato se tornou marca registrada dos que faziam Catecumenato.

Assim é o Catecumenato hoje. Durante oito semanas, nos reunimos sempre no mesmo dia da semana e no mesmo lugar, até completarmos a primeira fase. O intervalo semanal é o tempo necessário e suficiente para atividades previstas, fora da reunião, durante a semana, como leituras bíblicas e contatos. Os textos não citam teólogos nem autoridades religiosas, mas diretamente o pensamento de Cristo, como está na Bíblia! O participante é levado, durante a semana, a constatar a fidelidade do texto, consultando as fontes bíblicas citadas. No Catecumenato não se pede, nem se supõe fé de ninguém para começar a experiência. De início, predomina o raciocínio lógico, o pensamento crítico e a palavra da ciência, onde cabe sua contribuição. Participei dessa experiência, como se eu fosse contemporâneo de Cristo, ou seja, como se eu tivesse vivido naquela época e como se ainda não O conhecesse. O Catecumenato não é curso, não possui alunos, professores, nem provas, são homens, comuns, como eu, que professam e pregam a fé bíblica, orientando e conduzindo para o bem.

Foi a partir daí, com o conhecimento enriquecido na fé cristã, que comecei a perceber e cair na real, que aquilo que eu havia iniciado para resolver uma pendência para o meu casamento transformou-se, na verdade, numa excelente e enriquecida experiência que me trouxe muita sabedoria e conhecimento. Nas últimas reuniões, a saudade já batia à porta em saber que estava findando os encontros semanais, que a princípio pareciam enfadonhos e cansativos, mas na verdade eram ótimos e ricos de testemunhos, conhecimento, histórias e conquistas. Do meio para o fim eu já contava os dias pra chegar e reencontrar aquelas pessoas que partilhavam seus sábados comigo, em nome de Jesus.

Eis que é chegado o grande dia, sábado de aleluia, em plena Semana Santa, dia do meu Batismo – e, de quebra, ganhei dois bônus especiais, pois junto com o Batismo, a celebração ainda iria conceder aos catecúmenos mais dois sacramentos, o da Confirmação, mais conhecido como Crisma, e a Eucaristia. Foi minha primeira comunhão, primeira vez recebendo o Sangue e o Corpo do próprio Cristo, que vive em mim.

Agora é esperar o dia do Casamento e receber mais outro sacramento divino, o do Matrimônio. Portanto, 2015 foi reservado a mim e à minha família, verdadeiramente como um ano de bênçãos, e eu estou aqui, meu Deus, eu e minha família, na nossa humilde pequenez, de braços abertos, à espera das Tuas graças, pela misericórdia do Teu santo nome, pelo poder do Espírito Santo, por seu filho Jesus Cristo e pela mãezinha Maria. Só agradeço por tudo e só te peço o perdão. Em nome do Pai, em nome do Filho e em nome do Espírito Santo, amém.

* Testemunho publicado no jornal O Mensageiro da Glória, edição março/abril de 2015.
 
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