Seminário recolhe propostas para a Saúde Pública no Brasil

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Para produzir uma síntese das proposições que surgiram da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano, a CNBB realizou esta semana um Seminário sobre Saúde Pública. Nesta quinta e sexta-feira (17 e 18/05), cerca de 40 representantes de todo o país participaram do evento no Centro Cultural de Brasília (DF), sob a coordenação da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz.

A partir dos diferentes eixos propostos pela CF – vida saudável, solidariedade junto aos enfermos e a defesa do sistema público de saúde – foram organizadas cinco mesas temáticas para a discussão do tema.  “Ao debater estes temas foram apresentadas propostas de ações políticas que achamos necessárias realizar”, explicou Guilherme Delgado, economista e assessor das Pastorais Sociais.

Estas ações são destinadas a públicos diferentes de acordo com os problemas levantados, explica o assessor. “Percebemos que há ações que são internas às comunidades, e outras devem ser dirigidas aos poderes públicos, especialmente ao Governo Federal, ao Congresso Nacional, ao Poder Judiciário”.

Os participantes do Seminário preparam um relatório em que propõem à CNBB o envio de mensagens aos diferentes agentes públicos, de acordo com a responsabilidade de cada um. As entidades que participaram de alguma forma da CF se comprometeram a colaborar nesta etapa. “É uma forma de fortalecer a mobilização em torno das prioridades eleitas. É este o sentido: não deixar morrer a CF, e dar sequencia ética e política àquilo que acreditamos que é um problema grave de nosso país”, explica Guilherme.

Um exemplo das propostas que foram levantadas no Seminário é a unificação dos sistemas de atendimento, em benefício dos usuários. “Hoje quando um trabalhador sofre um acidente ou fica doente ele tem que pegar duas filas: uma no INSS e outra no SUS. É preciso acabar com isso!”, explica o assessor. “É um típico problema de gestão. O Governo Federal tem autoridade para resolver isso, em prol do atendimento integral do cidadão”.