Dom Júlio César destaca a autoridade de Deus como serviço aos irmãos

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Em mais um dia de celebração litúrgica, em honra a Nossa Senhora da Glória, Dom Júlio César, bispo auxiliar da arquidiocese de Fortaleza, presidiu a celebração no sábado, 12 de agosto. Como concelebrantes, os padres Helano Samy, pároco da Igreja Nossa Senhora da Glória, e João Frota, da paróquia São João Batista, de Morada Nova, além do diácono permanente Eufran de Menezes.

Durante a homilia, Dom Júlio César destacou a Primeira Leitura (1Rs 19, 9a. 11-13a) ao ressaltar a suavidade da presença de Deus. “Passado o terremoto, veio o fogo. Mas, o senhor não estava no fogo. E depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa.” (Rs 19, 12).

O reverendíssimo destacou o propósito de Deus junto aos pobres e marginalizados e ressaltou o serviço como essencial para justificar o exercício da autoridade. “Quando não é serviço é tirania e Deus não é tirania”.

Ao abordar o evangelho segundo São Mateus (Mt 14, 22-33), o bispo destacou o Pai como revelação, em lugar de mero raciocínio humano. Nele, o evangelista aborda a misericórdia do Senhor e a divindade da presença de Deus. “Os que estavam no barco prostraram diante dele, dizendo: ‘Verdadeiramente, tu és o filho de Deus’ ”. (Mt 14,33)

Ao final da celebração, a acólita e integrante do grupo de liturgia infantil, Dora Maia (10 anos), filha de Cláudio Frota da Pastoral da Crisma, homenageou os pais. O texto destacou a missão paterna na formação dos filhos. “Queremos expressar nossa gratidão por todos que desempenham um papel fundamental, guiando-nos com amor, sabedoria e cuidado. Através dos seus exemplos aprendemos a importância do perdão e do amor compassivo.”

A mensagem incluiu os pais que já estão na glória de Deus. “Digo ao meu pai que essa parte é para lembrar o meu avô paterno”, falou a menina ao conversar com a Pascom.

Paróquia: lugar de encontro com a vocação sacerdotal

O Pe. João Frota, paroquiano da Igreja da Glória, na década de 1990, até seguir para o seminário, retornou à Matriz como sacerdote, sendo por ocasião da festa da Padroeira, a primeira vez. Em entrevista à Pascom, destacou a Igreja como o lugar do encontro com a vocação sacerdotal. “Estar na Paróquia da Glória é rememorar a minha história. Eu aprendi a viver em comunidade e descobri a minha vocação. Aqui é um lugar acolhedor e ser paroquiano da Glória é aprender a amar a Deus e sua Mãe”.

Festa da Padroeira é tempo de graças

Entre os fiéis presentes na assembleia, Samara de Oliveira relatou morar no bairro Cidade dos Funcionários há mais de 20 anos. Conhece a Matriz desde a construção do templo atual, sob a coordenação do então pároco, o Pe. Sales. Ela ressaltou a beleza da festa de abertura e da procissão de encerramento. “Gosto das missas do Pe. Helano Samy. São sempre emocionantes”.

Karina Kessia participa da festa pela segunda vez. A paroquiana enfatizou o milagre recebido na edição do ano passado. “Estou esperando a procissão deste ano para receber outras graças. A cirurgia do meu pai estava demorando muito em 2022. Ele sofreu um infarto e ficou internado. Um dia depois da procissão alcancei a graça da cirurgia para ele colocar um marca-passo”.

Irmã Kelly Patrícia é a grande atração da festa social

Após a missa, a festa social foi animada pela Irmã Kelly Patrícia. O Pe. Helano Samy subiu ao palco para agradecer a presença da fundadora do Instituto Hesed na Festa da Padroeira.

Ao destacar a expressão do amor a Deus através da música, o sacerdote revelou o repertório musical da freira como fundamental, nos últimos 20 anos, em sua trajetória sacerdotal. “Eu estou aqui porque também amo Jesus. Deus foi vencendo, foi conquistando o nosso coração e quanto mais passa o tempo o nosso amor só cresce”, afirmou o Padre. Ele observou, com alegria, o amor do público pela Irmã Kelly Patrícia que só perde para o amor a Deus e a mãe de Deus.

A festa da Padroeira encerrou a noite com a apresentação musical do Projeto ONU.

A programação continua até o dia 15 de agosto e pode ser conferida aqui, clicando no link.

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