
Na intenção de oração de novembro, Papa Leão XIV convida a refletir sobre o dinheiro, o acúmulo de bens e a responsabilidade de partilhar
Ter uma casa, conquistar estabilidade financeira, realizar sonhos e oferecer melhores condições de vida à família são desejos legítimos. Mas, diante de tudo o que conquistamos, vale uma pergunta: como estamos utilizando aquilo que temos?
Essa reflexão está no centro da intenção de oração do Papa Leão XIV para novembro. Neste mês, o Santo Padre convida a Igreja a rezar pelo bom uso das riquezas, para que o dinheiro e os bens materiais estejam a serviço do bem comum, especialmente das pessoas que mais precisam.
O convite também nos leva a examinar nossas prioridades. Em uma sociedade que frequentemente associa sucesso à capacidade de consumir e acumular, é fácil esquecer que os bens materiais não podem ser a medida da nossa felicidade nem ocupar o lugar de Deus em nosso coração.
O que Jesus nos ensina sobre as riquezas?
No Evangelho de Lucas (12,16-21), Jesus conta a parábola de um homem rico que, depois de uma grande colheita, decide construir celeiros maiores para guardar tudo o que acumulou. Ele acredita que terá tranquilidade para muitos anos, mas se esquece de que a vida não está sob seu controle.
Com essa parábola, Jesus nos alerta sobre o perigo de viver apenas para acumular, sem reconhecer o sentido daquilo que recebemos. A riqueza perde seu propósito quando se transforma em motivo de egoísmo e indiferença diante das necessidades dos outros.
Isso não significa que conquistar bens ou buscar estabilidade financeira seja errado. A questão está em saber administrar os recursos com responsabilidade e generosidade. Afinal, o dinheiro, os conhecimentos, as habilidades e as oportunidades também podem ser instrumentos para transformar a vida de outras pessoas.
Como podemos colocar nossos bens a serviço do próximo?
A partilha começa nas escolhas que fazemos todos os dias. Pode estar na ajuda a uma família em dificuldade, no apoio a uma iniciativa social, na criação de oportunidades de trabalho ou na disponibilidade para contribuir com quem precisa.
Em novembro, essa reflexão ganha um significado especial com a celebração do Dia Mundial dos Pobres, em 15 de novembro. A data recorda que a atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade faz parte da missão de todo cristão.
Mas como cultivar uma relação mais saudável com o dinheiro e evitar que o desejo de ter mais nos afaste do essencial?
Na intenção de oração deste mês, o Papa Leão XIV nos apresenta esse desafio e nos convida a colocar nossas riquezas a serviço da fraternidade.
Assista ao vídeo da Rede Mundial de Oração do Papa e reze com o Santo Padre por uma sociedade em que os bens sejam compartilhados e ninguém seja esquecido.












