Em clima de fé e comunhão, 40 casais celebram o matrimônio na Festa da Padroeira 2026

Por Teresa Germana (Pascom) | Edição Mara Rebouças (Pascom)

A Paróquia Nossa Senhora da Glória realizou na manhã de sábado, 8 de agosto, o casamento comunitário na Matriz, como parte da programação da Festa da Padroeira e do Ano Jubilar pelo cinquentenário paroquial.

Neste ano de 2026, os festejos em honra a Virgem Santíssima abordam como tema a citação bíblica do livro de Cântico dos Cânticos (Ct 4,7), “Toda formosa és tu, amada minha”.

Pe. Helano Samy, pároco da Matriz localizada no bairro Cidade dos Funcionários, em Fortaleza (CE), assistiu ao matrimônio de 40 casais, acompanhado do vigário paroquial, Dom Lázaro, e dos diáconos permanentes Eufran de Menezes, Severino Souza e José Gilson.

Metade do grupo de casais que celebrou o sacramento diante do altar do Senhor é proveniente do movimento Cenáculo da Glória. Os outros noivos vieram da catequese de adultos e de inscritos externos aos grupos.

Durante a homilia, o sacerdote destacou a essencialidade da vocação para o matrimônio, aos que escolhem celebrar o sacramento. Enfatizou a união como projeto de vida, enquanto aliança selada diante de Deus, na qual a fidelidade é o pilar fundamental, sem limitações a um contrato civil ou escolha aleatória e comercial.

Fidelidade, amor e intimidade

Para ilustrar a dinâmica da vida conjugal, o sacerdote recorreu à passagem bíblica das Bodas de Caná, extraída do Evangelho de São João 2:1-11, onde a água foi convertida em vinho. “A fidelidade representa a água essencial e necessária, enquanto o vinho é o amor e a intimidade profunda. Quando o amor parece faltar, Deus, de maneira misteriosa, transforma a fidelidade em um vinho novo e melhor, renovando o compromisso do casal”.

Ao continuar discorrendo sobre o casamento como partilha de vida, Pe. Helano Samy observou que a convivência diária inclui as conversas cotidianas, nunca o relacionamento “separado” dentro da mesma casa.

Oração e Eucaristia na vida matrimonial

O sacerdote ressaltou a busca pela vida em Deus, através da oração e das missas dominicais. “O casal deve encontrar alegria na companhia um do outro, buscar a Eucaristia juntos, aos domingos, e manter a sacralidade da união.”

Sobre a missão da mulher na vida conjugal, o padre destacou a esposa como o “altar da casa”. “Sua missão é santificar o ambiente, elevar a família e investir na melhoria de seu marido. Ela possui uma visão espiritual capaz de abençoar e orientar o lar, sendo fundamental na geração de vida, seja física ou espiritualmente através dos gestos e do cuidado.”

Já o marido, explicou o pároco da Igreja Nossa Senhora da Glória, deve ser o protetor, aquele que prepara o caminho e ama primeiro, o que oferece suporte dentro do próprio lar.
“Deve ser alguém de trabalho e, fundamentalmente, de oração.”

O sacerdote concluiu a pregação, durante o casamento comunitário, enfatizando o sacramento como um encontro de almas, onde Deus sopra o seu sopro de vida. “O amor não é improvisado. Ele brota e amadurece com o tempo e o conhecimento mútuo.” E diante da seriedade do vínculo matrimonial como o mais forte sobre a terra, ele pediu aos casais que guardem aquele 8 de agosto de 2026 como um marco de renovação, lembrando que, com Deus, o melhor está sempre por vir se houver fidelidade e perseverança.

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