Pe. Helano homenageia os pais e convida: “é hora de entrar no barco e enfrentar o mar”

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Ao som da canção “Porta do Céu”, nossa comunidade recebeu mais uma vez, com muito fervor, a imagem de Nossa Senhora da Glória no início da celebração deste domingo, 13 de agosto, que marcou o 9º dia da Festa da Padroeira. Presidida pelo pároco, Pe. Helano Samy, a santa missa também homenageou todos os pais.

Ao refletir sobre o evangelho (Mt 14,22-33), Pe. Helano enfatizou que o Senhor nos apresenta o mar como lugar de revelação. “No Antigo Testamento, o mar era o lugar do caos. No início do mundo, Deus separou o mar da terra firme. Depois, enviou o dilúvio para purificar a face da terra. Quando os hebreus estavam diante do Mar Vermelho, Deus partiu o mar ao meio para o povo passar. Assim, o Senhor vai mostrando que o mar é um ser rebelde; suas ondas estão sempre querendo avançar. Mas Jesus venceu o mar e a própria morte”, afirmou.

Assim como as ondas do mar, o mal tenta chegar aos filhos de Deus. Pedro afundou porque vencer a morte não é tarefa humana. “É hora de enfrentar o mar, de enfrentar os desafios; é hora de entrar no barco”, convidou Pe. Helano. “A tempestade (mar revolto e vento contrário) pode até mudar a direção do barco. Mas o cristão não se desespera. É nessa hora que Jesus caminha sobre as águas. É Ele quem grita: coragem! E reacende nosso ânimo interior”.

Ao final, o pároco destacou que pai é aquele que se doa, com sacrifícios; é o sacerdote da casa. “A missão do pai é proteger a esposa e os filhos. Ele não é mais o centro do amor, mas aquele que ama, aquele que se consome pela família”, apontou. “O homem deve ser o pastor, aquele que une, que agrega a família. Seus conselhos devem ser os conselhos do próprio Deus. Para tanto, seu coração deve estar unido a Ele”, disse Pe. Helano, fazendo uma oração de gratidão pela vida de todos os pais.

Na parte social da festa, tivemos a animação de Mota Filho e banda, que trouxe energia à noite, completada por um divertido bingo dançante.

Paroquiana destaca organização e serviço

Noélia Ximenes é paroquiana há 42 anos e sempre participou da Festa da Padroeira. Para ela, os festejos ficam melhores a cada ano. “Está superando tudo. O que mais me chamou atenção foi a organização e o serviço. Está todo mundo empenhado”, salientou a paroquiana. Outro ponto positivo é o reencontro. “Encontrei aqui muita gente antiga, que não estava vindo à Paróquia, mas agora está. São pessoas que nem moram mais no bairro, mas que vieram participar da festa”.

Para Noélia, a Festa da Padroeira é alegria, é oração, fraternidade. “Eu tenho essa tradição, pois sou do interior. Eu tenho o hábito de vir para a igreja arrumada, vir para a festa com a melhor roupa, com a maior alegria de participar”, disse. E hoje a melhor roupa foi a camisa da festa, com Nossa Senhora da Glória.

 

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