Família: o grande patrimônio da humanidade

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Quando falamos em catequizar, logo vem em nossa mente o berço, a estrutura sólida, o grande alicerce que conhecemos e chamamos de FAMÍLIA. Inclusive, em todos os nossos discursos voltados à família sempre buscamos refletir sobre o grande patrimônio da humanidade que é a família, base e alicerce da vida cristã. A Igreja tem a reta intenção de fomentar dinamicamente a espiritualidade de nossas famílias. O Santo Padre, Bento XVI, permanece fazendo o apelo para que nós “continuemos a ser berços, onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde se acolhe, ame e  respeite a vida desde a sua concepção até o seu fim natural”.

Como sabemos, a célula mãe da sociedade – a família, vem sofrendo profundas transformações sociais, culturais, religiosas e econômicas ao longo da história. Mas, não podemos perder os valores. A catequese da santa mãe Igreja abre nossos olhos nesse sentido. A instrução da catequese nos diz que a família não nasce pronta; constrói-se aos poucos, e é o melhor laboratório do amor. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, pode-se experimentar com profundidade a grande aventura de amar sem medo. A família pode ser o ambiente mais apropriado para uma maravilhosa experiência de amor. A família é o nosso fundamento, a base do nosso futuro, porém em contrapartida é reconhecido que a família, unidade base da sociedade, enfrenta desde algum tempo, problemas complexos, que têm afetado a sua estrutura. Tais problemas ou desajustes familiares ocorrem por motivos mais diversos, como: o desrespeito de cada uma das pessoas em relação à outra, inclusive no que tange a privacidade; a ausência do diálogo; a desmotivação da vida a dois e a FALTA DE AMOR; este último tem contribuído, em larga escala, para a dissolução da estrutura familiar.

Enfim, explicitamente notamos que, evangelizar e catequizar são desafios enormes que exigem de todos nós muita dedicação, sobretudo, fé e vida professada com os nossos testemunhos. A palavra divina chamada AMOR, que está acima das demais, deve ser aplicada dentro do seio familiar, juntamente com o nosso mais valioso curso de renúncia e fraternidade, praticando assim, o ensinamento do amor puro com quem convive conosco, e partilha à mesa através do calor do mesmo sangue; então estaremos inteiramente habilitados para seguir com Jesus no apostolado do bem à humanidade inteira, pois toda família se beneficia de um ambiente agradável e cheio de amor. (Esse artigo contempla a visão conforme o Catecismo da Igreja Católica e segundo o saudoso João Paulo II e Bento XVI).

Pe. Gilmar da Silva

Assessor Diocesano de Catequese