Dom Júlio César reflete sobre as virtudes do diaconato

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Bandeiras representando as comunidades abrem 6° dia da Festa da Padroeira

As celebrações em homenagem a Nossa Senhora da Glória continuam com todo fervor neste período em que a comunidade festeja a sua Padroeira. Na terça-feira (10/8), a procissão inicial trouxe as bandeiras recém-adquiridas pela Paróquia, representando as comunidades de Nossa Senhora de Lourdes (Parque Del Sol), Nossa Senhora de Fátima (Cambeba) e Nossa Senhora das Graças (Lago Jacarey). A celebração foi presidida por Dom Júlio César Souza de Jesus, bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza.

Durante a homilia, Dom Júlio César enfatizou o martírio de São Lourenço, um diácono da Igreja de Roma, que nasceu na Espanha. Segundo destacou, o dia 10 de agosto é o dia do diácono justamente por causa de São Lourenço. “Ele era o diácono responsável por servir os excluídos de Roma. Foi perseguido e martirizado por sua bravura”, destacou.

Dom Júlio César convidou os fiéis a rezar pelas vocações. “E a principal vocação é a santidade. Tudo na Igreja só faz sentido com o ministério, e ministério significa serviço. Uma das funções do diaconato é o serviço e a caridade. A caridade é o maior testemunho que podemos dar ao mundo”, completou.

O celebrante discorreu, ainda, sobre as virtudes do diácono – que também devem ser as nossas. A primeira delas é a intimidade com o Espírito Santo, com Deus. “Isso só é possível com uma profunda vida de oração”, assegurou. “Essa intimidade Maria tinha; ela foi visitada pelo Espírito Santo e estabeleceu com Ele uma profunda ligação”.

A segunda virtude do diácono é ser um amante da Sagrada Escritura. “A Plaavra é lâmpada para os nossos pés e luz para o caminho. Precisamos ouvir, meditar a Palavra, buscar o conhecimento teológico. O diácono também busca o conhecimento científico da bíblia”, apontou.

A terceira virtude é o amor e a esperança. “Amar é praticar o bem, a caridade. Amor é sacrifício, doação, entrega, renúncia. Já a nossa esperança não é a mesma deste mundo. Não é uma esperança imediatista, mas transcendente; está no céu, está em Deus. É uma esperança esperante. Somente no céu iremos nos realizar plenamente”, afirmou Dom Júlio César.

O bispo auxiliar refletiu, ainda, sobre uma quarta virtude: “o diácono é o homem da coragem. Não a coragem humana, que enfrenta perigos ou põe a vida em risco. Mas, sim, a coragem cristã, que está na prática da justiça. Ela se fundamenta na convicção de que Deus é o autor da vida; está na certeza de que nada neste mundo abalará a sua fé”, disse. “Essa foi a coragem vivenciada por Maria, que disse sim a Deus mesmo sem saber como tudo aconteceria. Isto porque ela acreditou profundamente”, concluiu.

Novenário

Antes da missa, durante o novenário, os fiéis presentes participaram dos louvores, reflexão da Palavra e preces a Deus. No momento do ofertório, os paroquianos doaram mantimentos para as famílias assistidas pela Promoção Humana de nossa Paróquia. Na ocasião, encontrava-se presente Aparecida Silva, moradora do Parque Del Sol, que completava 75 anos. Ela relatou que está participando todos os dias da novena e da santa missa, e que acompanha os festejos da Padroeira todos os anos, pois mora há 30 anos próximo à Paróquia.