Dom Vasconcelos destaca a catequese que promove o encontro pessoal com Jesus

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Como de costume, neste período de solenidade pelos 50 anos da festa de Nossa Senhora da Glória, o quarto dia de novena reuniu centenas fiéis para saudar a Virgem Maria, na noite desta segunda-feira (9/8).

Logo depois, presidindo a Santa Missa, esteve conosco o bispo da Diocese de Nossa Senhora da Conceição, em Sobral, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos. Em sua homilia, meditando o Evangelho de Mateus (17, 22 – 27), Dom Vasconcelos inicialmente fez menção ao crescimento da vida cristã como um itinerário, lembrando as palavras do Mestre que ensina que aquele que deseja segui-Lo deve renunciar a si e tomar a cruz do dia a dia: “A escola discipular de Jesus deu-se dentro de uma caminhada, não de uma escola, mostrando aos discípulos os mistérios divinos, a partir da vida e do cotidiano. A Igreja, hoje em dia, tem meditado para retomar uma catequese, um itinerário, que seja, assim, uma caminhada com Jesus. Que não seja apenas a transmissão de um ensinamento, de uma doutrina, mas que proporcione em primeiro lugar um encontro pessoal com Jesus”.

Em um dos momentos altos da pregação, o bispo de Sobral visitou a história dos cristãos dos primeiros séculos, citando a Carta a Diogneto, manuscrito considerado por muitos estudiosos a “joia mais preciosa da literatura cristã primitiva”. Numa leitura reverente, Dom Vasconcelos dividiu com a assembleia momentos célebres da narrativa:

“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por sua terra, nem por sua língua, nem por seus costumes. Eles não moram em cidades separadas, nem falam línguas estranhas, nem têm qualquer modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, nem se deve ao talento e à especulação de homens curiosos; eles não professam, como outros, nenhum ensinamento humano. Pelo contrário: mesmo vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes de cada lugar quanto à roupa, ao alimento e a todo o resto, eles testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como se fossem forasteiros; participam de tudo como cristãos, e suportam tudo como estrangeiros (…)”

E finaliza: “Que esta seja a nossa meta: a glória dos Céus! Contemplando Nossa Senhora da Glória, aspiremos trilhar este itinerário, sem guardar ódio, nem rancor, sem dar motivo de queixas, mas transparecendo humildade e santidade”.

Pascom