“Em Maria, Deus fez habitação de modo diferente e único”, destaca Pe. Edilson Ferreira Leite

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Em 12 de agosto, no 8º dia de festejos de nossa padroeira, Nossa Senhora da Glória, após as orações e a novena, a comunidade participou com muito fervor da Santa Missa, presidida por Pe. Edilson Ferreira Leite, da Comunidade Servos da Divina Misericórdia e do Imaculado Coração de Maria.

Em sua fala inicial, Pe. Edilson Leite manifestou sua alegria em ver a comunidade reunida. “Impressionou-me ver esta assembleia, ver o que é possível fazer quando se tem vontade, amor e decisão. O diácono Gilson falava, no início, da decisão no coração do pároco, Pe. Helano Samy, de fazer essa festa de modo presencial, dentro dos limites”, disse.

O sacerdote fez um paralelo com a vivência da fé dos primeiros cristãos, nos primeiros séculos, quando estes saíam de madrugada para participar da santa missa, que muitas vezes acontecia nas catacumbas, em cemitérios subterrâneos. “Eles saíam escondidos, caminhando pelas sombras, para não serem presos pelas forças do império e condenados à morte por prestar culto a Cristo Jesus. Ou seja, quando a lei cria restrições – e nós sabemos que estas que vivemos são necessárias – quem tem fé, quem ama a Deus, sempre encontra um meio de celebrar. No nosso caso não significa burlar a lei, mas sim de não deixar cessar o culto divino. Se aqui só pudessem estar presentes 30 pessoas, toda a assembleia, toda comunidade paroquial estaria representada; se tivesse um número menor, também”, assegurou.

Ao vislumbrar a imagem de Nossa senhora da Glória, com os braços erguidos para o céu, Pe. Edilson Leite recordou as palavras do Magnificat. “Maria exulta de alegria no Senhor, porque mesmo sendo Ele o Deus altíssimo, infinito em seu poder e perfeição, curvou-se de Sua grandeza para olhar a sua pequena serva. E nós sabemos o tamanho da grandeza presente em Nossa Senhora, por tudo o que Deus quis e realizou nela, a partir de seu sim. Esta mulher, a qual nenhuma outra pode se comparar, pois Deus fez nela habitação de modo diferente e único, correspondeu à vontade de Deus desde o seu nascimento. Ela sabe que grande é Deus, grande é o que o Senhor realizou nela”, reforçou.

O sacerdote evidenciou, ainda, a 1ª leitura do dia anterior (Dt 34,1-12), quando Moisés, servo do Senhor, morreu na terra de Moab. “Moisés foi o homem que Deus usou para arrancar o povo da escravidão do Egito e guiá-lo à terra prometida. Mas ele não pôde entrar; foi Josué, jovem auxiliar de Moisés, que entrou com o povo na terra prometida. E ali termina a missão de Moisés. E o povo vai, sim, entrar na terra prometida. Não é porque Moisés morre que a missão acaba”.

Na 1ª leitura do dia (Js 3,7-10a.11.13-17), Deus fala a Josué que começará a engrandecê-lo aos olhos de todo Israel, para que todos saibam que o Senhor está com ele assim como esteve com Moisés, para que saibam que o Deus vivo está no meio do povo. “Nós somos o povo de Deus. O povo guiado por Moisés, por Josué. Depois Deus envia juízes, líderes e profetas para continuar guiando o povo. Mas o povo não é de Moisés, não é de Josué, não é dos juízes. O povo é de Deus. Esse povo somos nós. Deus chama e envia seus pastores, profetas, sacerdotes. Ele quis assim porque quis nos salvar formando-nos um povo – o seu povo – com quem ele fez uma aliança para sempre. Mas é sempre Deus que nos conduz, que nos guia”, apontou.

Acerca do Evangelho (Mt 18,21-19,1), Pe. Edilson Leite destacou que, na palavra do dia anterior, Jesus ensinou como a comunidade cristã deve corrigir aqueles que erram. “Jesus nos ensina o modo de tratar os irmãos – a correção fraterna – espelhado no cuidado e zelo amoroso de Deus para com os seus. É o cuidado para não perder, mas para resgatar, salvar. Agora Jesus responde à pergunta de Pedro: ‘Senhor, se meu irmão pecar contra mim, quantas vezes devo perdoar? Até sete?’ Esta já era uma medida alta. Mas Jesus propõe algo diferente: 70 vezes sete, ou seja, infinitamente. Isso porque o que recebemos de Deus, devemos repartir com os outros. Assim como Deus nos ama, devemos amar. Mais uma vez, o amor de Deus, o amor salvador de Deus, quer que sejamos semelhantes a Ele, quer que aprendamos a agir como ele”, salientou Pe. Edilson.

Ao final da Santa Missa, a comunidade se reuniu para a festa social, ao som da banda Baixinho do Forró (pé de serra).